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irmãos castro roubam a mais valia dos medicos
irmãos castro roubam a mais valia dos medicos

os irmãos castro extraem a mais valia absoluta de medicos Marx ficaria horrorizado com discípulos!


 

O que o filósofo alemão diria se soubesse que os comunistas Fidel e Raúl enviam médicos para a América do Sul, recebem por mês cerca de 4 mil dólares por cada um e repassam a eles apenas 10 por cento dessa quantia?
 
 

Ao contrário da Associação Médica Brasileira (AMB) e dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), minha “bronca” é com a ditadura de Fidel e Raúl Castro e com o governo petista. Não é com os médicos cubanos. Tenho por eles a maior simpatia e devoto meu total respeito, desde que, claro, não sejam agentes da ditadura castrista. Alguns fatalmente o serão, caso em que, evidentemente, não serão médicos, mas policiais, alcaguetes da pior tirania remanescente no planeta, ou “intelectuais orgânicos”, a serviço do comunismo.
Ponha-se o leitor no lugar de um deles, um imaginário Ricardo Menendez. Ele é funcionário (como todos, na ilha-presídio, na Alcatraz do Caribe) do governo cubano. Tem, desde garoto, vocação para a medicina. Conseguiu cursar a faculdade, sabendo que seu curso é deficiente em quantidade e qualidade. O número de anos curriculares não é o adotado em todas as faculdades de medicina do mundo. Na verdade, é 40 por cento menor. Faltaram-lhe professores qualificados (a geração de grandes médicos cubanos, formados nas décadas de 1940 e 1950, especializados no primeiro mundo, já se encontra nos cemitérios). Fal­taram-lhe livros didáticos atualizados e laboratórios de ensino. Publicações, mesmo técnicas, têm dificuldade para entrar em Cuba. E se não tivessem, não seriam accessíveis.
O salário mensal de um médico (nem se fale de um universitário, trabalhando para estudar) equivale ao preço de um bom compêndio de medicina. As bibliotecas são paupérrimas. Aparelhos modernos inexistem, mesmo os que já são corriqueiros em países próximos, como a democrática Costa Rica, onde qualquer clínica tem seu tomógrafo e seu aparelho de ressonância magnética, maravilhas que Menendez conhece por ouvir falar.
Um médico brasileiro, em visita turística a Cuba, contou-lhe sobre eles. Contou-lhe também sobre os congressos médicos a que vai ao menos uma vez por ano, para conhecer os últimos avanços e descobertas da ciência médica. Os olhos de Menendez brilharam. Preferiria comparecer a um desses congressos a visitar Madri ou Paris com a mulher, sonho dos sonhos. Mas não tendo sequer como pesquisar na internet, que é rigorosamente controlada, há que se conformar com o arremedo de medicina que pratica. Ele faz o melhor que pode, aspirando, um dia, ser pesquisador em um país avançado.
Não contei, mas Menendez, que tem 24 anos, é casado há dois com Julia, enfermeira, e tem uma filhinha de ano, Violeta. Menendez recebeu o aviso de que deverá servir no Brasil por dois ou três anos. A localidade não lhe foi sequer informada. Ele recebeu apenas uma folha impressa, que deve ser decorada e destruída antes de seu embarque, daqui a um mês. É a mesma que todos seus colegas receberam. Diz que ele vai prestar serviços solidários, pois a medicina brasileira é precária, por ter sido o país explorado por capitalistas que não ligavam o mínimo para a saúde do povo nos últimos 50 anos. Que o governo atual, democrático e popular, fez um apelo que é preciso atender, como já se atenderam Venezuela, Bolívia e Equador. Que Menendez fará jus a um pagamento mensal de 250 pesos (250 dólares) e sua família receberá outros 125 pesos, embora essa última parcela não seja garantida. Que a família deve permanecer em Cuba durante o voluntariado, não sendo permitida nenhuma viagem para fora da ilha. Que cartas, nos dois sentidos, só podem ser enviadas por meio das autoridades cubanas, e devem ser enviadas abertas. Que Menendez deverá restringir ao mínimo seus contatos com brasileiros, sendo vedado o convívio com elementos adversários do governo petista, bem como envolvimento a­moroso com brasileiras. Que é expressamente proibido qualquer contato com exilados cubanos, se os houver, sob pena de volta imediata a Cuba e processo por traição. Que deve declarar, se não puder ficar calado, estar trabalhando pela solidariedade latino-americana, por se opor ao imperialismo norte-americano, e não por dinheiro. Que ordens transmitidas pelos agentes cubanos presentes no Brasil deverão ser compreendidas como ordens do governo de Cuba, e que qualquer envolvido na desobediência, seja quem for (uma ameaça velada às famílias), sofrerá todas as consequências. Que é dever de todos os voluntários fazer um trabalho de conscientização, ainda que com discrição, dos brasileiros. Eles devem saber das conquistas da revolução cubana, da grande liderança de Fidel e Raúl e da excelência das condições básicas de saúde e educação na ilha, além da dignidade que o regime comunista empresta a cada um de seus cidadãos.
Finalmente a advertência sobre a deserção, crime de alta traição, que sujeita o traidor até ao fuzilamento, e a sua família a todos os procedimentos criminais necessários a verificar se há ou não cumplicidade (outra ameaça, não tão velada). Ponha-se, leitor — peço de novo — no lugar desse homem imaginário, mas que é real, com outros nomes e famílias. Vai viajar, não sabe bem para onde, não conhece o ambiente que o espera. Será amigável ou hostil? — não sabe. Não hão de lhe preocupar as condições de trabalho, inteligente que é, embora bitolado pela desinformação. Imagina que não serão muito piores que aquelas que já enfrenta.
Menendez vai ganhar bem mais que ganha em Cuba, o que lhe propiciará uma poupança. Mas o coração aperta, por saber que durante um largo período não tomará sua Julia nos braços para um embate amoroso nem tomará no colo a pequena Violeta, motivo de seu estoicismo e alegria de sua dura vida. As duas, que ele ama mais que a si mesmo, estarão à mercê dos irmãos ditadores e sofrerão na carne se ele tentar escapar à ditadura.
Não, leitor, não há como não ter simpatia por uma figura como essa. Até porque ela vai aliviar, ainda que com seus parcos conhecimentos e com recursos precários, a dor de um brasileiro perdido num canto qualquer do país, carente dos cuidados que teria não fossem o descaso e a corrupção. Serão apenas cuidados de um enfermeiro, dado a formação precária de Menendez, mas já é algo para quem nada tem. E toda a simpatia que esse Menendez — tão imaginário, mas ao mesmo tempo tão real — desperta, se transforma em antipatia pela vileza da ditadura que o trata assim, como um objeto, ou pior, como um escravo, metido em um moderno navio negreiro e enviado para um trabalho que ele não escolheu em uma terra distante que ele desconhece. Com uma família tomada como refém. Com a ditadura que o governa tomando quase toda a paga do seu trabalho, amancebada com um governo brasileiro, que também não se envergonha de participar de tamanha baixeza. Baixeza, diga-se, já há muito acertada, nas caladas, à sorrelfa, com a ditadura cubana, embora nos queiram fazer crer ser algo de agora. Baixeza que incluiu a negação prévia de asilo a qualquer um dos Menendez que vierem, independentemente da sua situação particular, como já foi dito, também esbanjando vileza, pelo advogado geral da União, Luís Inácio Adams.
Marx apontava, como um dos mais abomináveis pecados dos capitalistas, a apropriação da mais-valia, entendida como a diferença entre o que o trabalho do operário agregava a um produto e o valor que o capitalista pagava a esse mesmo operário. Se um operário de uma fábrica de camisas, que cozia o tecido e pregava os botões recebia sessenta reais por peça, mas seu trabalho agregava à matéria-prima cem reais, a mais-valia era de quarenta reais, e era entendida por Marx como uma apropriação indébita, um roubo que o capitalista praticava contra o empregado. O que diria Marx se soubesse que seus discípulos Fidel e Raúl, refestelados em Cuba, enviam médicos para vários países da América do Sul, recebem por mês cerca de 4 mil dólares para cada um desses médicos, e repassam aos mesmos, que trabalham com dificuldades em regiões distantes, apenas dez por cento dessa quantia?
Ao saber que o ministro Eduardo Saboia assumiu a responsabilidade, como todo homem digno e de coragem faria, trazendo ao Brasil o senador Pinto Molina, perseguido político de Evo Morales, lembrei-me daqueles poucos diplomatas brasileiros que auxiliaram na Europa os judeus a fugirem da morte sob Hitler. Foram então censurados e até punidos por chefes, tão poltrões à época, quanto o é Antonio Patriota hoje. Perseguidos naqueles tempos, são hoje motivo de orgulho para suas famílias e credores de gratidão pelas famílias dos perseguidos. Seus chefes, que aplicaram a eles as “medidas administrativas cabíveis” dormem na escuridão e no anonimato dos covardes.